Acabar com as varizes para que não acabem com as pernas
Apesar das sofisticadas técnicas de diagnóstico e dos resultados positivos do tratamento das varizes há ainda mulheres que recorrem a um especialista quando as lesões estão já em fase avançada. Prevenir é a palavra de ordem especialmente quando a hereditariedade dita a forte tendência para o desenvolvimento da doença venosa.
MULHERES: O ALVO PREFERIDO DA DOENÇA VENOSA
Varizes atormentam dois milhões de portuguesas
Cerca de 1/3 da população do mundo ocidental sofre de doença venosa crónica nas suas diversas fases, diz um Dr. cirurgião vascular do Instituto de Recuperação Vascular, adiantando que «segundo estudos realizados em 2001, em Portugal, dois milhões de mulheres sofrem de varizes».•
Um número demasiado elevado, tendo em conta que é possível prevenir e travar o avanço das varizes, caso estas sejam diagnosticadas atempadamente, e caso se inicie desde logo uma terapêutica adequada, no sentido de atrasar o aparecimento da doença.
A hereditariedade, a idade, a obesidade e o clima hormonal são alguns dos factores de risco que fazem das mulheres o alvo preferido das varizes.
«O principal factor de risco é a idade. As varizes vão agravando ao ritmo do envelhecimento, o que não significa que uma pessoa jovem não as possa ter também. A hereditariedade tem também um peso muito elevado, como tal, todas as mulheres que tenham historial familiar de varizes devem ter um cuidado redobrado no que diz respeito a prevenção.
A obesidade, mais frequente nas mulheres, a partir de uma certa idade, é outro aspecto que influencia o desenvolvimento da doença, bem como as condições hormonais» explica um cirurgião.
Desde a puberdade, à menopausa, as mulheres passam por várias etapas marcadas por autênticas revoluções hormonais. É precisamente nessas fases que ficam mais susceptíveis ao desenvolvimento de varizes. A terapêutica anticoncepcional hormonal é mais um factor relevante. Não só a pílula, como todos os outros métodos hormonais (adesivo transdérmico, anel vaginal, implante) estão contra indicados em mulheres cuja tendência hereditária é por si só bastante pesada ou que tenham sofrido vários episódios de trombose venosa profunda.
A exposição ao calor nas suas diversas formas é também um factor de .risco apontado pelo cirurgião vascular: «Especialmente nas mulheres que fazem depilação com cera quente, ou que gostam de apanhar banhos de sol durante longas horas.»
Ainda segundo esse especialista, «a gravidez é o período de maior risco. Se não aparecerem na primeira gestação, as varizes poderão aparecer na segunda, sempre com tendência para agravar nas gravidezes seguintes».
Quanto ao consumo de álcool ou de tabaco, parece não haver uma influência no desenvolvimento da doença venosa. A não ser, como esclarece o especialista, «em estádios mais avançados da doença, em que já se verificam grandes alterações cutâneas na perna e em que há falta de oxigenação. Se for fumador, o doente compromete ainda mais esta falta de oxigenação. O sangue que chega à perna tem menos oxigénio do que o de um não fumador».
Prevenir, pela saúde das pernas
As varizes são veias dilatadas com volume aumentado, tornando-se tortuosas e alongadas com o decorrer do tempo. No seu percurso pelo corpo, o sangue é transportado para as extremidades através das artérias, mas cabe às veias a função de levar o sangue de volta ao coração, impulsionado, principalmente, pelos músculos. Dentro das veias existem pequenas válvulas que impedem o retorno venoso para as extremidades. Quando essas válvulas não se fecham adequadamente, o refluxo é inevitável. É, então, que a quantidade de sangue dentro das veias começa a aumentar, obrigando-as a uma dilatação.•
Dor, cansaço, sensação de peso nas pernas, edema, cãibras e dormência são os primeiros sintomas que, por vezes, só surgem muito tempo depois da doença venosa já estar estabelecida. Estes sintomas são mais acentuados ao final do dia, ou em dias de temperaturas elevadas.
«Para prevenir a doença venosa, é fundamental começar por eliminar os factores de risco, ou pelo menos minimizá-los. Obviamente não se pode deixar de ter filhos por causa das varizes, mas deve haver um cuidado especial nessa fase», recomenda o especialista.
A primeira etapa para a prevenção consiste em detectar a hereditariedade, isto é, saber se na família há tendência para o desenvolvimento deste problema. Se houver, os cuidados devem ser reforçados. A segunda etapa será fazer um exame de diagnóstico para saber se tem ou não doença venosa, ou se já há presença de sintomas.
Se houver dor, cansaço, peso, inchaço, então é porque já tem a doença», alerta!!,
Neste caso deverá procurar um médico, de preferência especialista, para fazer um determinado número de exames e que aconselhe quais a medidas profiláticas.»
Entre estas medidas pode estar a prática de exercício físico como marcha, bicicleta, natação ou hidroginástica.
Depois, consoante os sintomas e o desenvolvimento da doença, é evidente que deve iniciar a medicação com fármacos que actuam sobre a elasticidade da veia e na micro circulação, na mesma situação recomenda-se ainda uso de meias elásticas, posso sugerir
Meias especiais para pernas especiais
As meias elásticas, ou meias de descanso, são o acessório fundamental para a prevenção das varizes em situações de forte tendência hereditária ou gravidez. Contudo, são ainda mais indispensáveis quando os primeiros derrames já apareceram e a doença já foi diagnosticada. Travar a evolução e o desenvolvimento das varizes é o objectivo principal, desta forma é preciso facilitar a circulação sanguínea.•
Para a profilaxia não há necessidade de utilização de umas meias muito fortes, basta uns collants de descanso fabricados de acordo com as especificações para o efeito. Não devem ser como as meias vulgares que apertam a perna por inteiro sem qualquer efeito terapêutico. Durante a gravidez é fundamental o uso destas meias. Para quem não tiver a doença declarada, no máximo ao terceiro mês de gestação deve começar a utilizá-las. Qualquer grávida, com ou sem sintomatologia, com ou sem história familiar deverá usar meias elásticas como forma de prevenção, sublinho.
As varizes são uma doença crónica, sem cura, mas que pode ser controlada. Nem sempre se consegue evitar a doença venosa, porém é possível minimizar não só no sentido de atrasar o seu aparecimento e progressão, mas também de forma a evitar a sintomatologia. O que significa que a pessoa tem a doença, mas não sofre com ela.
«Uma vez que não há milagres, a doente terá que ser submetida a determinado tipo de tratamentos», acrescenta o cirurgião vascular.
Em forma de espiral
As meias elásticas são, de acordo com alguns especialistas, «feitas com um elástico especial em forma de espiral, com maior contenção na barriga da perna do que na coxa. De modo a que, quando a pessoa marcha, essa espiral elástica vai ajudar a comprimir os músculos da perna.»
Primeiro a barriga da perna, depois a coxa, vai ajudando a que o sangue progrida dos membros inferiores para o coração.
Se forem usados uns collants normais, a perna fica toda apertada por igual, o sangue não progride e, em vez de fluir, fica ali comprimido. É natural que evite o inchaço, mas ao fim do dia a pessoa sente o desconforto de os usar porque a perna começa a ter necessidade de expandir o inchaço, mas a meia não deixa. Nas meias fabricadas especificamente para esse efeito – e hoje em dia há muitas especificações internacionais e da União Europeia, há uma graduação própria para cada caso. Há um tamanho próprio para cada doente, de acordo com a medida do tornozelo, da barriga da perna, da coxa, e da altura da perna», explicam os cirurgiões vasculares.
Estas meias devem ser receitadas pelo médico e comprar em estabelecimentos com bastante hábito e rigor que saberá qual a medida e a graduação da meia, de acordo com o estado das varizes. As meias devem ser usadas no dia-a-dia, especialmente nas tarefas em que se sente mais cansaço.
Profissões de risco
Para além de todos os factores de risco já referidos, determinadas actividades profissionais são autênticos atentados às pernas. Mais expostas a essas actividades, as mulheres são novamente quem mais sofre. Cabeleireiras, enfermeiras, funcionárias de balcão, cozinheiras, hospedeiras de bordo são algumas das profissões em que as longas horas do dia são passadas de pé.
A grande parte do trabalho feminino é feito nessa posição. A mulher continua a manter a dupla actividade, isto é, sai de casa para o trabalho, mas quando regressa tem um conjunto de tarefas como cozinhar, passar a ferro ou cuidar das crianças que implicam que se mantenha de pé.
Da mesma forma, as actividades que exigem que as profissionais permaneçam sentadas muito tempo podem também originar o aparecimento dos primeiros derrames que, se não forem tratados, irão, com o avançar da idade, transformar-se em varizes. Secretárias, operadoras de caixa, motoristas (mais no caso dos homens) são profissões que, de acordo com determinadas condições podem originar a doença venosa.
Estar sentado muito tempo na mesma posição vai impedir que haja uma boa actividade circulatória. Isto é, não há solicitação dos músculos da barriga da perna, que são fundamentais para fazer fluir o sangue para o coração. Desta forma o sangue concentra-se na zona entre os gémeos ena planta do pé que funciona como uma esponja que o absorve, esclarecimento .
A marcha, bicicleta estática ou normal e a movimentação fazem com que o sangue seja empurrado para o coração através da contracção dos músculos.
Por outro lado, estar sentado implica, muitas vezes, que as pernas fiquem comprimidas numa cadeira de rebordo duro. O facto de estar sentado leva também a uma tendência para cruzar as pernas, sem se dar por isso, o que vai comprometer o retorno do sangue para o coração, devo referir .
Tratar os males das pernas
O tratamento da doença venosa, deveria começar por ligeira drenagem linfática mas perdoem a sinceridade por profissionais devidamente confirmados, insisto, depois poderá consistir no uso de meias elásticas e de medicamentos flebotropos, isto é, que facilitam o fluxo sanguíneo, mas pode também exigir intervenções cirúrgicas. Tudo dependerá do estado de evolução da doença em cada doente. Caberá ao especialista avaliar e decidir qual a terapêutica mais adequada.
«Com a terapêutica sintomática, tal como na profilaxia, é feito um tratamento medicamentoso e contenção com a meia elástica. Para além disso, nas situações em que existem já pequenos “derrames”, denominados telangiectasias, existem dois tipos de tratamento», esclareceu um cirurgião.
Um deles consiste na chamada secagem das varizes, isto é, escleroterapia, em que se injecta um líquido que vai secar a veia e fazer com que desapareça de seguida. O outro é o laser transcutâneo, aplicado em casos mais limitados e apenas em determinadas situações.
«Nas situações de varizes com indicação cirúrgica temos também duas hipóteses», diz um especialista, continuando:
«Nos casos em que as varizes são detectadas inicialmente, e portanto estão numa fase pouco volumosa, sem alterações na pele das pernas, a cirurgia com laser endovascular poderá ser feita com anestesia local, sem internamento e em regime de ambulatório. Aqui a destruição da veia varicosa é feita através de raios laser, o que permite um pós-operatório muito rápido e confortável, podendo o doente retomar o trabalho após cinco dias.»
Nas situações mais desenvolvidas, em que as varizes já estão muito degradadas com várias ramificações, «o doente terá que ser internado e submetido a uma cirurgia clássica com o arrancamento subcutâneo dessas varizes, com anestesia raquidiana, ou geral, consoante os casos», diz o cirurgião vascular, frisando que «o pós-operatório é mais doloroso e demorado. Só ao fim de 30 a 40 dias de recuperação é que o doente poderá voltar à sua actividade profissional».
Aconselho vivamente, com os meios de diagnóstico que hoje temos, que as pessoas nas quais é detectada a doença venosa, se tratem nas fases iniciais porque os resultados são excelentes, comentarei e aconselharei mais tarde noutra página do blog exercícios de Pilates, Ioga e mesmo de RPG afim de paliar este incómodo e seguidamente indicarei a fitoterapia e homeopatia indicada para estes casos .
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