terça-feira, 12 de junho de 2012

ALERGIAS














Alergias ao Pólen

O que é o Pólen?



O grão de pólen é a célula masculina necessária para a propagação da semente das plantas. É produzido por uma planta e depois transportado por um insecto ou pelo vento para polinizar (fertilizar) outra. São partículas de tamanho muito reduzido (em média de 0,016 a 0,060 mm), como se fosse um pó, geralmente invisíveis a olho nu e provenientes de gramíneas, ervas daninhas, árvores e flores. Apesar da imensa variedade de vegetais existente, apenas cerca de 10% das espécies existentes são incriminadas como fontes de alergia. Ao contrário do que se possa pensar, os grãos de pólen das espécies que têm flores e folhas vistosas, como as rosas, os crisântemos e outras, são os que menos causam problemas alérgicos. Isto porque são pesados, grandes, quase só transportáveis por insectos, como a abelha, de quem, aliás, dependem para a sua reprodução. Só nas pessoas que lidam muito de perto com eles, como os jardineiros e as floristas, é que podemos vir a encontrar alergias a este tipo de pólens. Os grandes responsáveis pelas alergias são das espécies das gramíneas, ervas daninhas e árvores, as quais obedecem a determinadas características: produzem enormes quantidades de grãos de pólen e estes são leves, facilitando o seu transporte pelo vento, através do qual é feita a sua reprodução, e suficientemente pequenos para poderem penetrar no nosso aparelho respiratório. O transporte dos pólens pode fazer-se até grandes distâncias, como 100 Km, mas habitualmente, a maioria provem de plantas que estão situadas até 1 Km do local em que se encontra o doente. Através de aparelhos e técnicas apropriados é possível fazer contagens de pólens ao longo do ano e com periodicidade variável, que permitem elaborar calendários polínicos. É também possível fazer previsões da "chuva" polínica para os dias imediatos. As contagens avaliam a quantidade de grãos de pólen que existem num metro cúbico de ar. Uma contagem inferior a 50 é considerada baixa e uma superior a 200 é muito alta. Em Portugal, já foram elaborados calendários polínicos em várias regiões e as espécies mais vulgarmente implicadas são as gramíneas ("ervas rasteiras", a que pertencem os fenos e os cereais), as ervas daninhas (parietária e plantago) e, numa pequena percentagem dos doentes, as árvores (oliveira, plátano, bétula, cipreste, etc.).

Conselhos práticos aos alérgicos ao pólen


QUAL É A ÉPOCA DOS PÓLENS?
A quantidade de grãos de pólen na atmosfera varia de acordo com as condições atmosféricas, ao longo do dia e durante o ano.


CALENDÁRIO ANUAL:
Existem períodos, mais ou menos constantes de ano para ano, em que a quantidade de pólens na atmosfera é maior, em relação com os ciclos de vida das espécies mais implicadas no desencadeamento das alergias. Verifica-se um pico nos meses de Maio e Junho.
CONDIÇÕES ATMOSFÉRICAS:
Nos dias quentes com sol e vento há maior quantidade - PIOR PARA O DOENTE

Nos dias com chuva (os pólens são arrastados para o chão) há menor quantidade - MELHOR PARA O DOENTE

AO LONGO DO DIA:
Os pólens produzidos pelas plantas e árvores são levados para a atmosfera pelas correntes de ar quente e, portanto, as contagens polínicas sobem atingindo um valor máximo próximo do meio-dia ou princípio da tarde. O ar começa então a arrefecer e os grãos de pólen descem para o chão. Daí que, para os doentes alérgicos, o início da manhã e o fim da tarde/noite sejam as melhores horas do dia para andarem ao ar livre.


CONSELHOS PRÁTICOS PARA A ÉPOCA RICA EM PÓLENS


EVITE:
Cortar relva;

Andar de motorizada, mas se tiver de o fazer deve-se proteger os olhos, a boca e o nariz;

Dormir com as janelas abertas;

Caminhar em grandes espaços relvados;

Sair de casa em dias com vento forte e/ou quente e seco;

Secar a roupa ao ar livre (pode trazer pólens agarrados)

DURANTE OS DIAS DE FÉRIAS E/OU LAZER, DEVE SABER ESCOLHER ONDE E COMO ...:
Longe do campo e montanha;

Não fazer campismo nem piqueniques;

Evitar caçar ou pescar (obs.: Se escolher estes locais ou actividades, deve fazê-lo FORA DA ESTAÇÃO POLÍNICA !)

Preferir férias na praia, onde a brisa marítima mantém o ar mais livre de pólens, ou escolher um local onde sabe não haver predomínio dos pólens a que é sensível.
NÃO SE ESQUECER DE:


Manter as janelas de casa fechadas, pelo menos nos dias piores (atmosfera cheia de pólens!) e ao fim do dia quando ao chegar a casa;

Ao viajar de carro ou de comboio, manter sempre as janelas fechadas;

Se puder, deve ter o carro equipado com sistema de ventilação equipado com filtros para pólens;

Usar óculos "escuros" (com 100% de filtração das radiações ultravioletas), quando andar na rua ou de carro;

.Mudar de roupa ao chegar a casa se esteve ao ar livre num dia suspeito de haver grande densidade polínica.

Alergias a Ácaros

O que são Ácaros?

Os ácaros do pó são parentes microscópicos das aranhas e encontram-se em todas as casas, mesmo nas mais cuidadosamente limpas. Eles desenvolvem-se com temperaturas mornas, particularmente nos materiais da casa (colchões, almofadas, cobertores) e nas alcatifas. Alimentam-se de pêlos, cabelos, escamas de pele, bolores e outros produtos orgânicos. Sendo a cama o local onde se encontra maior concentração de ácaros e uma vez que um terço das nossas vidas é passado nela, é fácil de entender como estes pequenos animais podem ser agressivos para o homem.


Os Ácaros incomodam-nos ao longo de todo o ano. Mas fazem-no ainda mais a partir de Outubro e durante todo o Inverno (meses húmidos). A estratégia de combate será fazê-Io incidir primariamente no quarto de dormir e depois, tanto quanto possível, no resto da casa, de modo a expulsar estes hóspedes que não interessam a ninguém.


PARA UM QUARTO DE DORMIR LIVRE DE ÁCARO

CHÃO: Sem alcatifas, sem tapetes grossos e de preferência soalho de tacos ou vinil, facilmente lavável;
PAREDES lisas e facilmente laváveis;
CORTINAS: Não usar reposteiros pesados e preferir cortinas em materiais sintéticos, lisas e facilmente laváveis;
MÓVEIS: Não possuir móveis que acumulem pó; Preferir móveis de superfícies lisas, pouco trabalhados, fáceis de limpar; Evitar aparelhagens de música ou de TV, computadores e consolas de jogos, como outro tipo e aparelhos no quarto; Não guardar no quarto livros, discos e brinquedos que acumulem pó, como bonecos tipo peluche. Estes objectos devem estar devidamente acondicionados, dentro de armários ou gavetas.

ROUPA DE CAMA

REGRA: optar pelo material de cama sintético (poliéster). É preferível que o de lã, algodão ou de penas.

Preferir almofada de espuma ou outro material sintético, lavável;

Preferir colchão de espuma ou borracha sintética e sem" duas faces" ou então envolvê-lo numa capa de plástico ou fibra impermeável;

Existem actualmente à venda nas farmácias coberturas de protecção apropriadas para colchões, almofadas, e edredões de material especial microporoso, que não permite a passagem dos ácaros, que se têm revelado a medida mais eficaz na evicção do seu contacto na cama;

Evitar usar lençóis de flanela;

Evitar usar cobertores "felpudos", ou então usar por cima destes, colchas lisas e facilmente laváveis;

Preferir cobertores de fibra, edredões sintéticos e laváveis, nunca usar edredões de penas.

O GUIA DE LIMPEZA

AO LEVANTAR: Não fazer logo a cama. Deixar a cama a arejar e o quarto exposto ao sol, fresco e seco.


PELO MENOS UMA OU DUAS VEZES POR SEMANA: Mudar os lençóis e as fronhas; "Bater" e arejar a roupa da cama; Aspirar o quarto, principalmente o soalho, o colchão e o estrado onde este assenta

COM FREQUÊNCIA: Lavar os materiais do quarto, designadamente os cobertores, tapetes e cortinas. As coberturas anti-ácaros exigem cuidados especiais, devendo seguir-se à risca as instruções dos respectivos fabricantes.


NOTAS:

Deve evitar ser o próprio a limpar, mas se tiver de o fazer deve utilizar uma máscara de protecção e prefir os aspiradores que possuem um filtro especial, chamado HEPA;

Ao lavar a roupa da cama na máquina de lavar deve usar o programa mais quente ( >60º C), pois só com estas temperaturas os ácaros são mortos;

O uso de acaricidas ( substâncias químicas que matam os ácaros) pode ser útil em alguns casos, como um complemento à limpeza, não substituindo contudo os cuidados que já foram referidos;

O uso de aparelhos de filtração e purificação do ar por si só, sem as outras medidas, não é eficaz;

Mudar de almofadas cada dois a três anos.

NO RESTO DA CASA

Aspirar, se possível diariamente, toda a casa, sobretudo o chão, sofás, almofadas. etc. Conservar o mobiliário o mais limpo possível;

O DESUMIDIFICADOR é útil para controlar a humidade ( reduzindo o crescimento de ácaros e bolores) mas aplicável a um só compartimento , não dando para toda a casa;

Também o ar condicionado tem o seu papel ( manter a humidade relativa e temperatura adequadas ao crescimento dos ácaros) desde que bem escolhido e cumprindo com rigor as suas instruções técnicas (ex. mudar o filtro) .É preciso ter em conta que as mudanças bruscas de temperatura e humidade podem ser prejudiciais.


EVITAR EM CASA

Fumo de cigarros;

Tudo o que seja aerossóis, (tipo spray) ;

Animais domésticos no interior de casa/quarto. Mesmo que o doente não seja alérgico aos pêlos dos animais, estes não devem ser consentidos na sua habitação, porque facilitam o desenvolvimento de ácaros;

Produtos de limpeza ou outros, com cheiros intensos;

Controlar as baratas! No nosso país, as baratas podem ser um visitante indesejável a nossas casas, pois têm ganho importância como factor alérgico. Como as baratas para sobreviverem, necessitam de água e de altos níveis de humidade, mantenha a sua casa (sobretudo a cozinha) limpa e seca, vedando as zonas por onde elas possam entrar, e sem restos de comida e lixo à vista, para não terem com que se alimentar.





terça-feira, 5 de junho de 2012

                                                 A CURA É UM PROCESSO NATURAL . 
                                                                   ARNOLD EHRET

O professor Arnold Ehret, foi o criador do sistema de cura – Dieta Amucosa. Nasceu a 27 de julho de 1866, em Freiburg. Apesar de não possuir uma licenciatura em medicina, parece que estava destinado a realizar a sua missão como medico.
 Estamos a falar no período final de 1800 para 1900, quando a classe médica utilizava o mercúrio para curar doenças, baseando-se nas teorias de Pasteur, de que o micróbio era a causa. Foi-lhe declarado uma doença incurável. Os médicos da época deram-lhe uma sentença de morte, mas como há males que vêm por bem, este prognóstico fez despertar o seu espirito indomável, que acabou por ser uma característica marcante deste homem maravilhoso.
Sua determinação em curar-se foi tão bem sucedida, que muitos outros sofredores o obrigaram a ajuda-los a recuperar a saúde. Desmascarar as causas da doença Ehret estava interessado em desmascarar as causas da doença, para isso foi estudar para Berlim, mais tarde abriu uma clinica na Suíça.
 O seu grande conhecimento prático sobre Saúde, ele adquiriu em contato direto com milhares de pessoas que se recuperaram nesta clinica na Suíça, muitas delas chamadas de doenças incuráveis. A forma como levava o seu trabalho, demonstrava que não prevalecia interesses económicos, além disso a sua vida extremamente frugal não lhe exigia grandes preocupações financeiras. Arnold Ehret era Vegan e defendia os direitos dos animais
 O que é o sistema de cura - Dieta Amucosa? 
Em primeiro lugar é importante perceber - o que é um sistema? Um sistema é uma serie de procedimentos ou métodos para realizar certas ações que conduzem a um resultado preciso.
  O que é a Cura? Neste caso, o resultado desejado é a Cura. E cura NÃO é unicamente o estabelecimento de saúde através do desaparecimento de sintomas.
 Uma pessoa tem dor nas costas, o médico administra-lhe analgésicos anti-inflamatórios, e a dor vai embora. É normal que volte aparecer numa próxima vez e outra mais, tornando a situação cronica. A definição de Cura que pertence ao entendimento da Dieta Amucosa de Ehret é a seguinte:
 A cura é um processo natural, onde o corpo se equilibra. O objetivo da dieta é ajudar o corpo a reparar-se e gradualmente ir removendo todos os obstáculos, como os depósitos de material fermentado, toxinas, venenos, produtos químicos, mucos e tudo aquilo que não pertence à composição natural do corpo. Micróbios, bactérias ou vírus, o que você quiser chamar, não vão crescer num solo limpo fisiologicamente, podem passar "umas férias", mas não vão gostar, vão embora. Erhet, achava que os humanos na época (imagino se ele visse as nossas despensas e frigoríficos nos dias de hoje) tinham uma dieta que criava muco. Neste caso, muco é um termo com um sentido mais alargado do que simplesmente uma secreção nasal ou a secreção da membrana protetora intestinal. Muco, é uma substância na maior parte das vezes pegajosa, tipo catarro, colesterol, pus, etc… sempre que existe uma inflamação, seja em que local do corpo, existe sempre muco.
Sempre que se desenvolve uma …ite ou uma…ose é porque no local existe condições mucosas para que isso suceda.
 É interessante verificar, que Ereth não é o único a falar em muco, a Medicina Tradicional Chinesa à 5000 anos que fala em mucosidade e vai mais longe diferenciando-a em vários tipos, como mucosidade-calor, mucosidade-frio, etc… Resumindo, toda a “Cura” que ele restabelecia era assente na ideia de que por trás de todos os problemas, a causa de todas as mucosidades era UM CORPO INTOXICADO.
Se estava intoxicado, tinha “coisas” que bloqueavam os circuitos normais, assim como as suas funções, além de trazer sintomas desagradáveis e dolorosos. A sua principal e única “receita” era a DESINTOXICAÇÃO.