sexta-feira, 6 de março de 2015

Espasticidade




O que é Espasticidade?
A espasticidade é um distúrbio do controle muscular que é caracterizado por músculos tensos ou rígidos e uma incapacidade de controlar os músculos. Além disso, os reflexos podem persistir por muito tempo e podem ser muito fortes (reflexos hiperativos). Por exemplo, uma criança com um reflexo de agarrar hiperativo pode manter a sua mão em um punho apertado.
Causas
A espasticidade é causada por um desequilíbrio de sinais a partir do sistema nervoso central (cérebro e medula espinal) para os músculos. Algumas doenças ou condições que podem causar isso são:
  • Lesão cerebral
  • Lesão medular
  • AVC
  • Paralisia cerebral
  • Esclerose múltipla
  • Esclerose lateral amiotrófica (ELA)
  • Paraplegias espásticas hereditárias
  • Adrenoleucodistrofia
  • Fenilcetonúria
  • Doença de Krabbe.
Sintomas de Espasticidade
Os sintomas da espasticidade podem ser:
  • Contração permanente do músculo e tendão devido à rigidez persistente e espasmos
  • Rigidez muscular
  • Rigidez articular
  • Movimentos involuntários bruscos
  • Reflexos alterados
  • Postura incomum
  • Posicionamento anormal de dedos, pulsos, braços ou ombros
  • Espasmos musculares
  • Cruzamento involuntário das pernas (isso é chamado de " tesoura”, porque as pernas cruzam como a ponta de uma tesoura)
  • Dificuldade em controlar os músculos usados para falar
  • Contração muscular que limita sua amplitude de movimento ou previne as articulações de estender por todo o caminho
  • Dor nos músculos e articulações afetadas
  • Dor nas costas
  • Dificuldade em se mover
  • Deformidades ósseas e articulares.
Diagnóstico e Exames
Buscando ajuda médica
Entre em contato com o seu médico se:
  • Você está enfrentando espasticidade pela primeira vez e não sabe a causa
  • Se esta espasticidade está a ficar mais grave ou está a acontecer com maior frequência
  • Se a espasticidade mudou consideravelmente
  • Você está com alguma articulação alterada
  • Você tem úlceras de pressão ou pele vermelha
  • Seu nível de desconforto ou de dor está a aumentar
  • Você está a encontrar dificuldades para realizar as tarefas cotidianas.
Na consulta médica
Especialistas que podem diagnosticar uma espasticidade são:
  • Clínico geral
  • Ortopedista ou Osteopata
  • Neurologista.
Estar preparado para a consulta pode facilitar o diagnóstico e otimizar o tempo. Dessa forma, você já chegará à consulta com algumas informações:
  • Uma lista com todos os sintomas e há quanto tempo eles apareceram
  • Historial médico, incluindo outras condições que o paciente tenha e os medicamentos ou suplementos que ele tome com regularidade
  • Se possível, peça para uma pessoa a acompanhar.
O médico provavelmente fará uma série de perguntas, tais como:
  • Quanto tempo faz que percebeu o problema pela primeira vez?
  • Durante quanto tempo durou?
  • Com que frequência a espasticidade aparece?
  • Quais os músculos afetados?
  • O que é que você percebeu que piora o problema?
  • O que você percebeu que melhora o problema?
  • Quais são os outros sintomas que você notou?.
Diagnóstico de Espasticidade
Para diagnosticar a espasticidade, o profissional de saúde irá observar seu histórico médico. Ele irá notar quais medicamentos você tomou e se há um histórico de doenças neurológicas ou musculares. Vários testes podem ajudar a confirmar o diagnóstico. Estes testes avaliam o seu braço e os movimentos das pernas, a atividade muscular, amplitude passiva e ativa de movimento e capacidade de realizar atividades de autocuidado.
Tratamento e Cuidados
Os medicamentos utilizados no tratamento da espasticidade são:
  • Toxina botulínica, injetada diretamente no músculo espástico
  • Baclofen (relaxante muscular)
  • Diazepam (sedativo)
  • Fenol (bloqueador de nervos)
  • Tizanidina (calmas espasmos e relaxa os músculos tensos).
Alguns desses medicamentos podem causar efeitos colaterais desagradáveis , tais como fadiga, confusão e náuseas. Não pare de tomar a sua medicação por conta própria, caso você sinta os efeitos colaterais.
Exercícios de alongamento para auxiliar no tratamento da espasticidade podem ser orientados por um médico ou fisioterapeuta, osteopata ou kinesologista. A cirurgia pode ser recomendada para a liberação do tendão ou a cortar o trajeto do nervo quando medicamentos e fisioterapia não melhorarem os sintomas.  
 Pessoas com espasticidade podem tomar alguns cuidados especiais:
  • Evitar temperaturas extremamente quentes ou frias
  • Usar roupas folgadas e evitar roupas restritivas
  • Evitar a fadiga
  • Dormir bem
  • Caso fique na cadeira de rodas ou na cama por um período de tempo longo, certifique-se de mudar de posição muitas vezes ao dia.
A dor associada a espasticidade pode ser uma espécie de sensação de músculos apertados ou grave a ponto de produzir espasmos muito dolorosos.
Expectativas
A perspectiva da espasticidade varia de cada pessoa e da doença associada a ela.
Prevenção
Não há como prevenir a espasticidade. 

Agende desde já a sua visita: SÓ POR MARCAÇÃO:
Telef:   966583121 /  919136171

quinta-feira, 5 de março de 2015

Síndrome da Pessoa Rígida



 Rígidez Muscular


O síndrome da pessoa rígida, também denominada síndrome de Moersch-Woltmann, ou ainda síndrome do homem rígido, é definida como uma condição caracterizada por espasmos persistentes, abrangendo vários músculos diferentes, especialmente os dos membros inferiores e do tronco.
Esta condição costuma surgir entre os 40 aos 60 anos de idade apresentando-se, inicialmente, como espasmos intermitentes que evoluem, tornando-se contínuos.
Acredita-se que este distúrbio resulte da presença de anticorpos circulantes contra a enzima descarboxilase do ácido glutâmico (DAG), uma enzima que limita a velocidade de síntese do neurotransmissor inibitório gama-amino-butírico (GABA).
As manifestações clínicas desta síndrome surgem de forma insidiosa nos músculos axiais, com os pacientes sustentando uma postura extremamente ereta, com rigidez muscular e dor nas costas. Problemas de sono são comuns, pois os espasmos acabam por acordar o paciente. Nos estágios finais da desordem, há o acometimento dos músculos do membro inferior e o paciente tende a mover-se mais vagarosamente, apresentando espasmos vigorosos. Os espasmos podem afectar a face e a laringe, dificultando a deglutição e a fala. Acentuação da lordose também pode ser encontrada nesses pacientes, bem como depressão. No fim desta doença, o paciente apresenta grande dificuldade para realizar suas actividades diárias, além de apresentar frequentes fraturas ósseas e lesões musculares.
 Foi observado que o estresse emocional pode levar a espasmos. Além deste último,   estímulos ambientais, como movimentos voluntários ou passivos e estimulação auditiva podem também desencadear espasmos.
O tratamento é paliativo, envolvendo o uso de relaxantes musculares (como as benzodiazepinas) que potencializam a ação do GABA. Ao passo que a desordem evolui, esse tratamento perde a eficácia.
Alguns profissionais da área recomendam a realização de tratamentos imunossupressores, plasmaferese, ou ainda, administração intravenosa de imunoglobulina. Uso do anticorpo monoclonal rituximab evidenciou remissão duradoura. Em outro caso, foi observado melhora com o uso de propofol. Outra importante forma de tratamento é a fisioterapia, que pode auxiliar consideravelmente na minimização dos espasmos musculares.
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